janeiro 20, 2011
janeiro 18, 2011
janeiro 14, 2011
janeiro 12, 2011
foi mais ou menos à dois anos atrás que os benditos senhores que me deram vida entraram em declínio sem volta, e decidiram ir cada um para seu lado. feliz da vida por essa tardia decisão. e eu, sem nada querer ter a ver com isso, decidi-me a ficar na minha alegre casinha. contigo. acontece que acabamos por vender a casa por uma boa proposta e lá fomos nós (eu um pouco contrariada) viver um aninho para o Barro. dei por mim, em dias vazios, a pensar se não teria sido uma decisão precipitada. afinal, nem foi sequer uma decisão, foi uma consequência dos factos: fiquei sem casa, não queria viver com os papás e seus apêndices (carinhosamente falando), e como eras meu namorado, acabaste por ser tu a ter de gramar comigo em tua casa por causa das circunstâncias. e nunca te senti nenhuma indecisão, pelo contrário, sempre te mostraste sorridente com os factos e isso acalmou-me as incertezas.
passados dois anos de convivência diária, e o quanto eu gosto disso (mesmo quando te ralho porque sujas, porque não ajudas, porque desarrumas, porque só cozinhas massa com salsichas, cogumelos e natas), acabei por me tornar uma cozinheira de categoria (média, vamos ser humildes) mas não sou, de todo, uma dona de casa por vocação. nem tenho pretensões.
janeiro 11, 2011
the biggest tentation
trabalhar numa loja de roupa liiiiinda (e caaaaara) e ter de fazer um esforço do catano para não gastar o ordenado em peças que ficavam a morrer de lindas no meu roupeiro IKEA.
janeiro 10, 2011
janeiro 06, 2011
janeiro 05, 2011
devias bater-me. sério. devias gritar comigo e chamar-me nomes quando me dá aqueles ataques de mau feitio, de tmp atrasada, quando a irritabilidade roça a estupidez. devias ser mais duro, mais mau, qual homem machista que se acha com poder. a sério, eu sei o quanto me adoras, mas também sei os limites que ás vezes passo. é o meu feitio, se calhar é daqueles mesmos maus. é de ser a má pessoa que a minha fama proclama. mas juro-te, que gosto de ti mesmo quando te viro as costas, quando vou para o sofá e te deixo sozinho. e juro-te que vou gostar de ti na mesma quando, um dia destes, o teu feitio, que também não é dos melhores, explodir em chuva de gritos comigo e as lágrimas jurrarem de mim em catadupa.
teoria da premonição
de tanto se vaguear ao acaso e ser-se enganada (ao acaso), mais dia menos dia topa-se com a pessoa certa. é uma questão de probabilidades.
Alessandra Appiano
janeiro 04, 2011
sabes que adoro todos os teus presentinhos: o vestidinho preto, o anel da swatch, a máquina que fotografa as nossas férias, os conjuntinhos de lingerie, a massagem, os cd's. mas aquilo que mais me aquece o coração é o 3º elemento lá de casa. agora que somos três sou muito mais feliz. quero lá saber dos pêlos e do trabalho que dá. amo de paixão aquele coelhinho. thank you.
dezembro 30, 2010
passagem de ano 2
as meias já estão. e descobri uma mala linda, linda no armário que já nem me lembrava que tinha e que faz pandan com o vestidinho. entretanto, lembrei-me que preciso de um soutien para aquele decote. Oysho, cá vou eu perder a cabeça (e umas notinhas da carteira porque a lojinha mata-me com tanta coisa gira).
dezembro 29, 2010
dezembro 28, 2010
passagem de ano
já lá vai o tempo em que quase morria de nervos com as preparações para esta data festiva. ora pois que após ter passado algumas tão boas planeadas em cima do joelho (diga-se umas 2 horinhas antes), este ano decidi que não ia perder um cabelo sequer a pensar nisso. pois o papá, que é o melhor do mundo, ofereceu um vestido LINDO da Killah, azul com um fecho brilhante do decote até à bainha (que não é assim tão grande, pois mostrar as pernocas faz muito o meu género). a mamã não quis ficar a trás e ofereceu uns sapatinhos azuis da Pull&Bear, com um salto de fazer vertigens. logo, o namorado, lindo que ele é, também quis aderir à onda, e vai de oferecer um anel da Swatch com pedrinhas azuis. tão feliz que eu sou. agora só falta esperar 3 diazitos, juntar o pessoal lá da tasca, 500€ em marisco, muito vinho, mais vinho e está a noite feita. ah espera, faltam as meias, o casaquinho, a mala, as pulseiras... grrrrr
novembro 26, 2010
tenho umas amigas lindas (gosto tanto delas) que me ofereceram uma caixinha destas no aniversário. vindas do mundo do turismo e sabendo que uma delas até trabalha lá, não será de espantar que as prendinhas sejam todas destas. a originalidade não é o forte, mas gostei tanto!!fiquem já saber que é já nesta terça feira que a vou usar, e depois de tantas voltas e viravoltas às páginas do guia (apetecia-me fazer tudo), acabei por não optar por nenhum workshop de cozinha ou bar como era de prever, e escolhi algo novo. talvez um novo talento esteja ai a despertar. eh eh!
como andei o verão a trabalhar de norte a sul do pais, em sitios que desconhecia a existência tipo Celorico de Bastos (muito giro, que se diga!), fiz um pequeno-grande investimento de 100 euritos e comprei um GPS TomTom. agora vou a todo o lado sem medo e sem sair uma hora mais cedo não vá perder-me. mete-se a morada, e estou lá. e para aqueles que se perguntam como é que eu me entendo com a vozinha do GPS (chama-se Catarina, a do meu) no que conta a direitas e esquerdas devido à minha simpática deslexia, eu passo a explicar: o GPS faz setinhas! que felicidade! :)
novembro 24, 2010
novembro 22, 2010
novembro 09, 2010
escolhas
não era nada disto que eu queria, mas acabei encafuada no mundo dos hotéis e das rent-a-car, dos cruzeiros, dos aviões no galileo e do overbooking, das agv's e da tabela de remuneração dos guias, por pax mais as anuidades e um sem fim disso tudo que quem é guia sabe. tem de saber.
mas não era nada disto que eu queria. era escrita, na nova. ou publicidade em benfica, já em segunda escolha. mas faltavam umas miseras décimas para a primeira opção. e acabei por escolher para onde queria ir em vez do que queria seguir e claro, estoril era bem mais a minha onda do que lisboa e bora lá então viver uns anos na linha.
era 2004 e não se esperava a crise. e todos me faziam vénia, muito bem, boa escolha, sim se há hipóteses de trabalho é no turismo. o futuro do país, empregos não vão faltar. pois onde estão esses trabalhos? essas hipóteses fabulosas que se me esperavam devem se ter cansado, minha culpa ter demorado 5 anos, pois veio bolonha e mandou 2 à vida e toca a começar do zero (valá, do 0,7 porque ainda me deram umas equivalências).
culpem me pelos 5 anos de boa vida que eu juro que não desminto. ah pois e repetia tudinho umas 20 vezes. é o sol da marginal, dá nos a volta aos miolos com uma pinta!
mas não foi tudo rosas. juro! afinal ainda estive 2 anos no mundo dos guias e o que dizem por ai não é mentira: é sim senhor dos cursos mais difíceis. mas quem pensa que saber de cor os monumentos do pais, por estilo arquitectonico, ano de construção, quem mandou, quem viveu, para que serviu, mais as lendas, a gastronomia de norte a sul e ilhas, a geografia na ponta da língua, os rios, as aldeias históricas? e ainda mais as línguas estrangeiras? a cultura inglesa e a gastronomia italiana? ai, já fiquei cansada só de me lembar.
agora aguento-me a servir copos e a treinar os músculos no shaker que vá-se lá dizer até nem me saio mal. e até que a sorte nem se me fugiu de todo e pôs uma estrelinha italiana na minha vida e bora lá ganhar uns trocos com a cachaça.
só é triste quando me mandas à cara que passo os dias em casa sem fazer nada. ora bolas, achas que foi para isto que passei 5 anos a gastar dinheiro e pestanas (e tu sabes o quanto eu gosto das minhas pestanas)?! não te passa pela cabeça o que isto me mói?
não sei se foi culpa da minha escolha. nem quero ir por ai porque mesmo que tivesse sido a errada, seria sempre a minha decisão, e tudo o que me trouxe não tem preço que pague. é mais fácil por a culpa na crise. nos valores elevados do desemprego. no sócrates. mas não me posso queixar de todo porque há quem dê valor ao meu trabalho e no fim do mês não me falta nada. isso sim, é uma forma de felicidade. apesar da minha enorme ambição que às vezes te chateia, chego ao fim do dia e sei que nada de essencial me falta. principalmente porque tu estás aqui.
mas não era nada disto que eu queria. era escrita, na nova. ou publicidade em benfica, já em segunda escolha. mas faltavam umas miseras décimas para a primeira opção. e acabei por escolher para onde queria ir em vez do que queria seguir e claro, estoril era bem mais a minha onda do que lisboa e bora lá então viver uns anos na linha.
era 2004 e não se esperava a crise. e todos me faziam vénia, muito bem, boa escolha, sim se há hipóteses de trabalho é no turismo. o futuro do país, empregos não vão faltar. pois onde estão esses trabalhos? essas hipóteses fabulosas que se me esperavam devem se ter cansado, minha culpa ter demorado 5 anos, pois veio bolonha e mandou 2 à vida e toca a começar do zero (valá, do 0,7 porque ainda me deram umas equivalências).
culpem me pelos 5 anos de boa vida que eu juro que não desminto. ah pois e repetia tudinho umas 20 vezes. é o sol da marginal, dá nos a volta aos miolos com uma pinta!
mas não foi tudo rosas. juro! afinal ainda estive 2 anos no mundo dos guias e o que dizem por ai não é mentira: é sim senhor dos cursos mais difíceis. mas quem pensa que saber de cor os monumentos do pais, por estilo arquitectonico, ano de construção, quem mandou, quem viveu, para que serviu, mais as lendas, a gastronomia de norte a sul e ilhas, a geografia na ponta da língua, os rios, as aldeias históricas? e ainda mais as línguas estrangeiras? a cultura inglesa e a gastronomia italiana? ai, já fiquei cansada só de me lembar.
agora aguento-me a servir copos e a treinar os músculos no shaker que vá-se lá dizer até nem me saio mal. e até que a sorte nem se me fugiu de todo e pôs uma estrelinha italiana na minha vida e bora lá ganhar uns trocos com a cachaça.
só é triste quando me mandas à cara que passo os dias em casa sem fazer nada. ora bolas, achas que foi para isto que passei 5 anos a gastar dinheiro e pestanas (e tu sabes o quanto eu gosto das minhas pestanas)?! não te passa pela cabeça o que isto me mói?
não sei se foi culpa da minha escolha. nem quero ir por ai porque mesmo que tivesse sido a errada, seria sempre a minha decisão, e tudo o que me trouxe não tem preço que pague. é mais fácil por a culpa na crise. nos valores elevados do desemprego. no sócrates. mas não me posso queixar de todo porque há quem dê valor ao meu trabalho e no fim do mês não me falta nada. isso sim, é uma forma de felicidade. apesar da minha enorme ambição que às vezes te chateia, chego ao fim do dia e sei que nada de essencial me falta. principalmente porque tu estás aqui.
2 anos depois
deixei de ser boa a datas. logo eu, menina-que-não-larga-a-agenda, agora até me esqueço de aniversários (e o pior é que não é só daqueles que nem sequer me devia ter lembrado uma única vez). e deixei de ser uma manipuladora de calendários pessoais e de arranjar datas especiais por tudo e por nada. acho que foi um método de auto-defesa, de me proteger dos males que a minha ingenuidade deixou que me afectasse antes. e em boa verdade, não tenho pena nenhuma. sinto-me mais leve, mais próxima de ti que também tens esse dom de não te lembrares de datas, nem dias, nem aniversários, mas sabes que é algures por esses dias. nenhum de nós sabe ao certo em que dia podemos fazer um jantar lamechas para dizer bolas, já te aturo à dois anos, é muito tempo!, e nem sabemos ao certo se foi ontem ou é hoje que faz dois anos que naquela manhã de sábado ou domingo, te sentaste no meu carro à porta da tua casa e te apoderaste da minha vida sem ambos darmos por isso.
setembro 23, 2010
agosto 31, 2010
há homens medíocres. espécimes masculinos de fraca qualidade que não possuem a capacidade de amar. nem inteligencia sequer. esses, coitados, por falta de vá se lá saber do que, dizem sempre o mesmo a todas as mulheres que, por qualquer razão parva, lhes caiem na conversa sem interesse nem verdade. são sempre as mesmas musicas. as mesmas frases. as mesmas imagens. as mesmas metáforas. talvez as mesmas sms. pobres de espíritos, coitados.
junho 18, 2010
Fomos educadas para sermos "super-mães", "super-filhas", "super-esposas", "super-profissionais" que acumulam com o papel de "super-donas-de-casa", isto se pretendermos ser "super-normais" e bem aceites pela generalidade e não o contrário, que é qualquer coisa como "solteirona-frígida", "solteirona tipo-prostituta" ou "solteirona tipo-freira". Bombardeada com tantas pressões culturais, secularizadas através da educação, dos costumes, das conversas de cabeleireiro e de café, em que é a própria mulher a atribuir a si mesma os rótulos dos quais se tenta libertar, pergunto: Como poderá assim ser, sem que seja um pouco neurótica?
28 anos * heterossexual
in Fantasias Eróticas - Segredos das Mulheres Portuguesas, Isabel Freire
maio 11, 2010
março 10, 2010
o que faria sem vocês por perto?
obrigado M por me ensinares que a vida só fode quem deixa
obrigado I por te lembrares até quando eu não me lembro
obrigado I por te lembrares até quando eu não me lembro
janeiro 07, 2010
setembro 24, 2009
a F.C.
não tenho muitos amigos como tu, nem amizades de tantos anos em que nunca tenha havido a mais pequena discussão. tenho a certeza que o passar de mais tantos anos como aqueles que em pouco nos vimos, não torna a nossa amizade mais fraca. pela segunda vez unimos as nossas tão diferentes maneiras de pensar, apesar de tu teres mudado bem mais do que eu, e pela segunda vez provamos (a nós próprios porque aos outros não importa) que não temos horizontes e quem não os tem, vai longe. já me tinhas tentado ensinar isso, mas na altura eu era demasiado nova, demasiado tonta e demasiado iludida para crer que havia gente com mais razão do que tu. a confiança sempre foi um ponto forte na nossa amizade. a minha seriedade e o meu mau feitio são apenas defeitos e virtudes, e tu sabes tão bem o que fica para lá disso tudo.
setembro 22, 2009
setembro 18, 2009
queres falar sobre isto?
tudo muda, onde menos esperamos. e um dia, questionamos-nos se somos nós que estamos mal. eu prefiro estar mal, e sei que tu também. prefiro ser anti-social, não me chateia estar fora das piadas nem quero saber. gosto do nosso cantinho longe da "molhada". longe daquele mar de gente que se estorva e atrapalha, que não sabe que bacardi é rum, que agita as caipirinhas sem a cachaça, que faz shots intragáveis e enormes. gosto dos nossos momentos de crítica como as velhinhas das aldeias a comentarem a vida das pessoas à porta de casa, das trocas de olhares que fazemos quando nos deparamos com os tantos disparates daqueles seres vindo do outro mundo, ou melhor, da outra margem, bimbos, pirosos e com a mania.
prefiro estar de parte, ser condenada por isso. prefiro que se unam contra nós do que unir-me a eles. não sou, não quero ser como eles. não. e sei que não nos calamos, que criticamos tudo e todos, por tudo e por nada. mas é preferível falar do que engolir aquilo que nos rodeia, não vá morrermos de riso. não topo má educação, não tolero que "cresçam" sem razão, e temos pena, mas no meu bar quem manda sou eu.
prefiro os nossos decotes e mini-saia comedidos, que gostamos e com os quais nos sentimos bem, do que os outros abusivos, conjugados com sabrinas da bw e perneiras de lã. e ficamos pelos cocktails com sagatiba, enquanto as outras tiram fotos com as cuecas à mostra. e sim, elas até podem vender bem, mas saber, não sabem.
e sei que às vezes sou má, que não se oferece shots aos colegas só porque sobrou, mas a sinceridade não merece castigo. e a minha atitude foi o mote para descobrimos que afinal, apesar da pirozisse, ele não é tanto como os outros e a simpatia não lhe é uma coisa estranha. salva-se o j., que quer ser nosso amigo e como tu dizes "já faz parte do gang".
alinhei nesta aventura por um amigo, e apesar de umas tantas ou quantas chatices, houve gargalhadas demais para compensar o esforço. e se um dia nos cruzarmos no futuro, eles vão continuar a ser quem são porque nunca vão chegar a lado nenhum, enquanto nós já chegamos. e temos pena, mas não me vendo por um cd. ainda por cima riscado na única musica decente!
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