fevereiro 02, 2009

desta vez, não deixo que o medo me prenda os passos. como sempre, tens razão Brasil. vou andando. devagarrinho, mas sem parar.

janeiro 29, 2009

espumante e pepino para comemorar os recursos

ao fim de 5 anos, dos mesmos erros, das mesmas cadeiras por fazer, da confiança nos auxiliares de memória e na nossa fama naquela faculdade, ainda trocamos o desânimo por um jantar a duas, uma sangria de espumante, um sushi delicioso e gargalhadas por tudo e nada. é por isto que a nossa amizade resulta tão bem.

janeiro 20, 2009

o que é que nos aconteceu?

aconteceu-nos a vida.



tenho a mente vazia e o coração cheio.

janeiro 18, 2009

diz-me, como é que comes manga?

janeiro 15, 2009

ao final das noites, quando olhas da cabine para o meu bar quase arrumado e sorris,"esta é para ti"



AC/DC, You Shook Me All Night Long

a simpatia não é o teu forte

"mais vale 1 braço partido do que 10." (F.T.)

boa descoberta



Norberto Lobo, Ayrton Senna

janeiro 14, 2009

Não há poder maior no mundo que o do tempo:
tudo sujeita,
tudo muda,
tudo acaba.

Padre António Vieira

janeiro 07, 2009

(só) há uma avenida entre nós.

janeiro 02, 2009

"Sem Radar", LS Jack




ao Morango, que plantou girassois e colheu arco-íris. à esquina que guarda os nossos segredos. às palavras que não precisamos de dizer porque um olhar basta.

"Ave Maria" de Schubert, na voz de Pavarotti



à Diva, e ao fim que demos aos dias menos bons. ao direito de ser feliz. ao fim do ano que ficou e ao melhor começar do novo. a nós e ao que somos na vida uma da outra.

"Begging you", Madcon




à Tati, porque a vida é cheia de voltas e cambalhotas.
à Pequenina, porque depois da tempestade vem o sol.
à Grande, porque os dias acabam e voltam a nascer.
à Lú, porque as cores da vida são as que nós pintamos.
à Condessa, porque tudo acaba bem quando se quer.
à Lota, porque a vida é feita de asneiras e vitórias.
ao Tato, porque os piores namorados são os melhores amigos.

uma noite diferente, mas que não se troca

fomos os donos do céu :)

dezembro 31, 2008

tão longe de chegar, mais perto de algum lugar



Zélia Duncan

esta noite sou dono do céu



Pedro Abrunhosa & Sandra de Sá

retrospectiva 2008

livro: Rosa Vermelha em Quarto Escuro, Pedro Paixão

música: Mudar de Bina, Norberto Lobo

filme: Sex and the City

foto: com o Afonso no barco

local: Praia da Rocha

dezembro 30, 2008

o que fica em 2008

este ano perdi muitas coisas na minha vida. perdi quase tantas como as que tive. ou tive a ilusão de ter todas as coisas na palma da mão. e ganhei muitas coisas novas, tantas quantas foram possível. e fico feliz por serem agora irreversíveis porque já não as tomo como minhas. falei quando devia ouvir e sorri quando devia chorar e fechei os olhos quando devia pensar. e soube rir nos dias cinzentos e soltar os fantasmas no escuro e correr contra o vento. e levantei voo quando as asas falharam. e a voar rasguei as palavras que tinha dito e não voltei a dize-las.
levo para 2009 uma mão cheia de nada e um vazio que me completa.

nunca pensei enganar-me tanto

Cansada de me convencer que apesar do teu individualismo, estava a tal inevitabilidade a que nos submetemos e chamamos amor, pensei que, com todo o amor que sentia por ti, te iria suavizar e de alguma forma fazer parte do teu equilíbrio, tornando-me subtilmente indispensável. Nunca pensei enganar-me tanto. Mas só agora percebo que o teu amor por mim não foi uma inevitabilidade, mas uma escolha. Alguém que te chamou a atenção e que, um dia, decidiste que querias atravessar, com a intuição certeira de um animal selvagem que procura refúgio temporário, quando está cansado. Sei que não vinhas a fugir de nada, nem à procura de coisa nenhuma. Mas acho que, quando eras pequeno, te arrancaram uma parte de ti, e desde então ficaste incompleto e perdeste, quem sabe talvez para sempre, a capacidade de adormecer nos braços de alguém sem que penses no perigo de ficar na armadilha do carinho para todo o sempre.
Margarida Rebelo Pinto

dezembro 29, 2008

se tu fosses um vegetal serias

uma cenoura.

depois de cozida, fica molinha.

apaguei-te

que alívio.

pequenos auges nocturnos

"Tudo o que entra por cima, tem de sair por baixo." (S.C.)



"Não sei se tem fio, se tem cabo, se tem terra."
leia-se: "Não sei se t'enfie, se t'encabe, se t'enterre." (C.A.)

dezembro 17, 2008

Até os semáforos têm opção intermitente.

teoria da minha vida amorosa passada segundo N.G.

"fizemos uma sociedade:
eu entrei com o pé, você entrou com a bunda"
gosto daquele pedaço de tempo entre o fim das noites e o começo dos dias, em que posso descansar os olhinhos só porque sim. porque não preciso. porque não queremos.

dezembro 16, 2008

"A diferença entre a vida a ser vivida e a vida a ser recuperada na memória" (Paulo Coelho)

abri os olhos. acordei para a vida e fugi. de ti.
libertei-me de mim mesma, que me prendia ao que não tinha qualquer razão para prender. e experimentei a liberdade que é viver sem alguém que não nos permite viver. experimentei viver de novo. ser eu. só eu.

pequenos auges turísticos

"No escurinho não custa nada." (C.V.)


"O professor leva o chouriço." (F.C.)


"Dou-lhe um 13." (T.S.)


"Hoje dormi com SIG." "Comigo?" (T.S. & J.R.)

dezembro 09, 2008

os minutos não são sempre iguais

gosto de senti-los quando se demoram a passar entre as nossas mãos. mas não gosto quando passam a voar, mais velozes que as palavras que temos para dizer.

dezembro 04, 2008

"se fosses um vegetal serias

um alho francês!


faz o seu trabalho eficientemente e não contagia o resto da comida com o seu sabor" (F.N.)

dezembro 02, 2008

já chorei com razão e consegui sorrir.
já cai e levantei-me.
já errei e admiti os erros.
já pedi desculpa e consegui que aceitassem.
já desobedeci e depois arrependi-me.
mas ao fim de todos estes anos vejo que por mais lições que a vida me dê, eu vou continuar a falhar sempre. a iludir-me e enfrentar a desilusão.

quando (nos) perdem

chegamos à conclusão que eles só dão valor quando perdem. que agora querem, mas nós não. agora, nós já somos os melhores, os maiores, os mais bonitos, os mais que tudo... que não éramos à tempo atrás. mas o agora é sem eles e só eles não percebem isso. e tudo isto, por causa deles. curioso, não é?

novembro 21, 2008

e para ti também:

mου λείπεις

para ti:

ik mis je

gémeos


inteligente e engenhoso
parece estar sempre de saída
muito falador
vivo, enérgico
adaptável mas com necessidade de se expressar
argumentativo e franco
gosta de mudança, é versátil
pode parecer superficial ou incoerente
bonito fisicamente e mentalmente

novembro 18, 2008

desencontros

ela favala, ele não ouvia. ela ria para ele, ele ria-se dela. ela chorava, ele fingia. ele mentia, ela acreditava. ela sofria, ele nem percebia. ela acreditava em tudo o que ele dizia, ele dizia o mesmo às outras. ela procurava o princípe, ele a próxima. ela queria para sempre, ele só mais um momento. ela queria-o a ele, ele queria uma. ele descobriu que ela era única, ela descobriu que ele era só mais um.

novembro 17, 2008

doce liberdade dos sentimentos

podias ter sido para sempre meu, se tivesses sentido de verdade. para mim eras meu, quando o que sentia por ti era verdade. tudo o que deixei de sentir foi-me roubado por ti. deitas-te por terra os sonhos, os dias e as palavras. ficou um espaço de meias-verdades e daquilo que não sei e já não quero saber. e não há frases feitas que desculpem nem abraços que diminuam os estragos do tempo perdido. o que lá vai lá vai e ficou lá para trás. o futuro é sem ti.
o que não nos mata torna-nos mais fortes.

outubro 21, 2008

sentes-me

sentes-me longe. eu sei. eu sinto-me a meio de um caminho do qual desconheço o fim, e sinto a tua falta a meu lado para me lembrares, como só tu fazes tão bem, que a vida é assim mas nós somos super-mulheres. nem sei se estou a seguir pelo caminho certo. tenho descoberto mais força em mim do que alguma vez pensei que tinha. tenho aprendido a lidar com as desilusões encarando-as de frente e não pondo-as para trás. e confesso, que até tenho gostado de as enfrentar. descobri, de novo, que há coisas que não quero para a minha vida. e, mais importante, descobri que estou bem assim, que sou feliz assim. num caminho incerto, mas cheio de certezas daquilo que não quero. há buracos em que, arrisco dizer, nunca mais voltarei a cair. sinto-te a falta. tento combate-la nos cafés com quem me fala de ti. oiço o teu cd vais vezes. queria poder partilhar contigo o dia-a-dia da solidão que não se sente sozinha. sim, acho que no fundo é isso. é estar sozinha mas saber que não estou sozinha. tenho-te comigo, sempre.

outubro 20, 2008

reconheço o poder da palavra e a interferência que o alcool faz nela.

outubro 15, 2008

Lisboa das nossas noites

A nossa vida é toda para diante. Tudo mexe, tudo vive e palpita e se transforma rapidamente. … As noites são mortas, sem um music lux, sem um restaurant de muit com champagne, mulheres, flôres, musicos tziganos de casacos vermelhos, bulicio, alegria e movimento. …É necessário desprezar todas as formas de imitação. … Lisboa … que se assemelha uma enorme mulher, cujo sexo escancarado defronta o atlântico, esperando uma nova potência e uma nova virilidade(…)



Excertos de Uma Exposição original, Impressionista, Cubista, Abstraccionista? De tudo um pouco. Entrevista de João Moreira de Almeida publicado em O Dia, a 4 de Dezembro de 1916

10º aniversário do Lux (29 Set)

Que o teu desejo seja suficiente para chamar um eléctrico … a cor arroxeada que antecede a aurora e debruçá-nos alguns instantes, absortos na contemplação do rio e de duas majestosas gruas … eis propõem que festejemos, sem medos, o presente. … E os anos não lhe pesam. … Nesses instantes, o sexo pode sair-nos pela ponta dos dedos, tal como a bondade … Temos os pés no chão? Não, seguramos o coração nas mãos. … Dançar como se não houvesse amanhã. … Um mar de gente mascarada. … Como se as luzes na pista fossem o caminho das estrelas e não houvesse mais nada a fazer a não ser segui-las … É quase uma experiência de libertação colectiva, em que toda a gente perde a compostura para se entregar desenfreadamente à dança … fico a pensar nos olhos de quem me vê … Disse os seus nomes em voz alta – Poderosa e Vigorosa.
Acho que já disse mais do que suficiente. Há histórias que não se contam, cantam-se. … Do que é que estás à espera? … que aconteçam coisas boas a quem merece … Prefiro aguardar para ver … Gosto de ser dominado, embora não seja dominável … Tenho a certeza que vais gostar. Ler nas entrelinhas (…) ler (…) entre linhas … O resto está tudo em aberto… E mais não digo.
(in: Jornal Lux Frágil, N.º 00, Setembro 2008)

outubro 13, 2008

empresta-me ela da tua vida para diminuir o espaço da tua ausência. para que me lembre mais e melhor de ti. para saber que contigo ao lado o caminho é mais alegre.

outubro 07, 2008

no meio de tanta desilusão, ainda se encontram pessoas que valem a pena conhecer.



e em certos casos, dar o braço a torcer. porque a primeira impressão nem sempre é a correcta.

outubro 06, 2008

lá na quinta

viras e mais voltas que a vida deu e aqui viemos parar. juntamos a vontade de fazer mais e melhor, de fazer do velho novo, de superar. juntamos o teu humor, ao meu lado social e aos malabarismos dele. fizemos de pedreiros, carpinteiros, pintores, cozinheiros, decoradores. partimos, construimos, limpamos, rimos, rimos e rimos. mesmo quando ele dizia que não ia estar pronto a horas, ou quando ela discordava de tudo e de todos ainda sem saber do que estava a discordar. mesmo quando parecia que estava tudo encaminhado e algo corria mal. dizem que é assim na nasce uma família: no trabalho, na união, numa mesa de jantar onde se junta o cansaço à força para continuar.
não é concorrência. não é rivalismo e muito menos seria contra vocês. há palavras que devem ser bem pensadas antes de ditas. mas fizeste-me ver que temos feito um bom trabalho. apesar da inveja ser uma coisa feia.

setembro 26, 2008

ao teu dia

parabéns!


o bouquet é para a Lota :)

setembro 16, 2008

(ainda) não sei

faltam as respostas e são tantas as perguntas. não sei o que te responder, não sei porque não sei. não sei o que mudou, não sei o que senti ou deixei de sentir. não sei mesmo. devia dizer-te foi isto ou foi aquilo, devia ter uma palavra ou duas para ti, mas nada. só a estranha certeza de que sim, é isto. é assim que eu quero. desculpa. o que separa é o tempo não é o espaço. e com o tempo a vida vai tomando novas formas. qualquer coisa como isso. qualquer coisa que mudou e ganhou vida em mim. não sei, mas gosto.
Em geral os homens bonitos não têm carácter. Foi uma coisa que ouviu ao pai há muito tempo e não esqueceu. Verificou-o em vários casos. Não quer dizer que seja uma lei da natureza. Mas se lhe pedissem um motivo para essa conexão talvez respondesse: um homem bonito facilmente fica viciado em seduzir sem qualquer esforço.
Pedro Paixão
já olhei um milhão de vezes para ti
e nunca tinha visto o quanto bonito és por dentro.

setembro 13, 2008

brinde a nós

há amigos que valem ouro por nos fazerem dançar mesmo quando nos doi os pés.

e há palavras que só pela sua força nos tornam melhores pessoas.

setembro 08, 2008

some things never change

mudar-me para a tua casa é loucura. mas apetece-me.

reencontros e despedidas

vou-te buscar amanhã, Pequena. vais contar-me as tuas aventuras, tens sempre tantas. vamos sorrir sem que ninguém saiba porquê e abraçar-nos das saudades que fomos acumulando estes meses. mas não vamos falar dos dias que te esperam. eu não te vou dizer adeus. desculpa o meu egoismo, mas não me apetece ficar sem ti tanto tempo.